Aborto na Inglaterra: como funciona há mais de 50 anos

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O aborto na Inglaterra é legalizado desde 1967 e vou explicar como funciona e algumas estatísticas do NHS, o sistema de saúde público do país. Não mostro nenhuma imagem, apenas dou as informações, regras e resultados de pesquisas realizadas no Reino Unido. Cada um faz as suas escolhas, sejam certas para outras pessoas ou não. Também assista o vídeo.

Aborto na Inglaterra

Ultimamente tenho falado vários temas sobre morar fora e mostrar a realidade em outros países, o outro lado da moeda que poucos comentam, como falei sobre o tráfico humano e moradores de rua na Inglaterra.

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Um dos temas pouco abordados é a terminação da gravidez legalizada na Europa e há diferenças entre os países, como mostra o mapa abaixo retirado do site Reproductive Rights.

mapa aborto na inglaterra
Mapa dos países que legalizam ou não o aborto

As cores mostram as diferenças entre os países que permitem ou não realizar terminações da gravidez. Os azuis autorizam a terminação entre 10 a 20 semanas dependendo o país e precisam ou não de alguma notificação (clicando em cada país aparece as regras). Nos países de cor verde água há restrições e só é permitido o aborto para salvar a vida da mulher, preservar a saúde seja mental ou física, além das condições socio econômicas. O  Reino Unido está nessa classificação.

Assista o vídeo abaixo onde falo mais sobre Aborto na Inglaterra, clique para começar.

Legalização do Aborto na Inglaterra e no Reino Unido

Antes da legalização em 1967, as inglesas realizam o aborto da mesma forma, porém iam em clínicas clandestinas, muitas morriam por não ter um atendimento adequado que resultavam em infecções ou compravam pílulas abortivas com origens duvidosas. Isso acontece ainda em vários paises, como no Brasil.

99% dos casos são subsidiados pelo NHS, o SUS daqui, e são realizados na Inglaterra, Escócia e País de Gales até 24 semanas ou depois dependendo do caso como colocar a mãe em risco ou se o bebê nascerá com deficiência severa.


A Irlanda do Norte também faz parte do Reino Unido e foi a última a legalizar o aborto em outubro de 2019. Antes disso, não era permitido se as mulheres sofriam incesto, estupro ou se o bebê iria morrer antes ou depois do nascimento por alguma anormalidade fatal.  Muitas mulheres viajavam para a Inglaterra para fazer o procedimento. A partir de março de 2020 há clínicas no país que oferecem esse serviço.

Informações oficiais do NHS

No próprio site do NHS há muitas informações sobre todo o processo, o que acontece, procedimentos, onde encontrar ajuda e também os riscos e consequências.

Segundo as pesquisas na Inglaterra e País de Gales, mais de 200 mil mulheres realizaram esse procedimento em 2019, ou seja, 18 mulheres a cada 1000. Houve um aumentou do número de terminações para mulheres acima de 35 anos enquanto abaixo de 18 anos se tornou o mesmo.

Instituições que oferecem ajuda

É uma decisão dificil para terminar uma gravidez, não é como ir numa loja comprar roupa. Envolve muito o psicológico, pois as mulheres sabem das consequências e das suas condições econômicas, fisicas e mentais. Muitas sofreram abusos como estupro e as crianças também passam por situações horríveis, não sabem o que está acontecendo, mas sabem que é errado e que terão traumas por toda a vida.

As intituições ajudam as mulheres a entenderem o processo e fornecem ajuda psicológica e física, pois muitas não falam sobre essa decisão por medo de serem julgadas e escondem por anos, vivendo isso sozinhas. Sem falar da pressão da sociedade e cada uma se sente diferente depois do procedimento como solidão, vergonha, alívio, liberdade, remorso.

A BPAS British Pregnancy Advisory Service é uma instituição de caridade britânica cujo objetivo declarado é apoiar a escolha reprodutiva, defendendo e fornecendo serviços acessíveis e de alta qualidade para prevenir ou terminar a gravidez indesejada com contracepção ou aborto. Ela ajuda as mulheres a tomarem essa decisão ou não, pra ter um acompanhamento médico e psicológico. As informações e o processo são confidenciais e tem mulheres de todas as idades.

Como funciona Aborto na Inglaterra

A mulher entra em contato com seu GP (médico da família) e será redirecionada para uma dessas clínicas especiais.

Quando ela estiver na clínica, as médicas explicam que há três opções: continuar com a gravidez, adoção e terminação de forma segura. A mulher pode mudar de ideia até a hora final. As médicas não influenciam na decisão, explicam que quem deve escolher é a mulher e somente ela, sem levar em conta as ideias do outro (se o parceiro quer ou não, se a família quer ou não).

Aí fazem um ultrassom para saber quantas semanas a mulher está grávida, para definir o tipo de procedimento se será pílulas ou um tipo de cirurgia. Enfermeiras e médicas explicam exatamente como funciona cada uma, assim como os riscos e as complicações. Também reforçam o uso de contraceptivos, dando várias opções para que não aconteça novamente, desde as pílulas, DIU, adesivos.

Se for o caso da pílula, a mulher precisa ir mais duas vezes à clínica para tomar as 2 pílulas em datas diferentes (no caso da Inglaterra). Se for outro processo, precisará marcar a data para o procedimento.

Tem mulher que sente cólicas, perdem o movimento, outras não sentem nada e outras sentem a dor do parto mesmo. Cada corpo reage de forma diferente. Dependendo do caso é interessante que a mulher permaneça no hospital e talvez é necessário fazer outro procedimento como raspagem.

Regras do aborto do Reino Unido

O aborto é legalizado no Reino Unido, mas é ilegal comprar a pílula online por causa dos riscos e também do mercado clandestino. As mulheres da Inglaterra precisam visitar a clínica 2 vezes para tomar a pílula. Os efeitos podem surgir em 30 minutos ou mais e muitas nem chegaram em casa quando começam a passar mal por exemplo.

Na Escócia pode tomar em casa, enquanto na Inglaterra não. Muitos querem permitir que sejam tomadas em casa para ter mais dignidade e o conforto da casa durante esse momento. Esse vídeo fala mais desse problema.

Bem espero que tenham gostado dessas informações, busco mostrar a realidade e diferenças sobre morar fora e morar lado bom e ruim.



Veja também Morar ilegal na Europa: o menor dos problemas é a deportação

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